segunda-feira, 31 de outubro de 2016

NEAL ADAMS - Desenhista

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Neal Adams (Governors IslandNova Iorque6 de junho de 1941) é um quadrinista conhecido pelo seu estilo de ilustração altamente naturalista. Ele ajudou a remodelar alguns personagens da DC Comics, como Batman e Lanterna Verde, dando-lhes características mais realistas. Como suas influências, ele cita Joe KubertRuss Heath e Mort Drucker, apesar de traços do estilo de Frank Frazetta poderem ser vistos.

Vida e carreira

Adams iniciou sua carreira nos quadrinhos em 1959, quando enviou uma amostra de seu trabalho para a DC Comics, que foi rejeitada. Ele então conseguiu um trabalho na Dell Comics, desenhando Bat Masterson. De 1962 até 1966, ele ilustrou uma tira de jornal baseada na série televisiva Ben Casey. Depois que Archie Goodwin, editor das revistas de horror da Warren Publishing, começou a cuidar de seus trabalhos, Adams tentou mais uma vez se aproximar da DC. Em 1968, ele fez uma história do Desafiador na Strange Adventures, e logo se tornou o principal capista da editora. Isso causou um certo rebuliço na Marvel Comics, com o editor Stan Leeoferecendo diversos títulos. Adams acabaria se unindo ao escritor Roy Thomas na equipe criativa de X-Men, então prestes a ser cancelada. Apesar da dupla não ter sido capaz de salvar o título (que viria a ter essa sua primeira série cancelada no número 67), o que os dois fizeram nas edições do Nº 56 até 63 (de Maio até Dezembro de 1969) é considerado como um dos trabalhos mais criativos da Marvel na época.
No início da década de 1970, Adams e seu colaborador Dennis O'Neil fez uma revolução um tanto controversa na época dos personagens da DC Lanterna Verde e Arqueiro Verde, colocando-os lado a lado em um longo arco de histórias aonde os dois são levados para uma jornada cheia de comentários sociais pela América.
Batman, ainda estigmatizado pela sua versão alegre e colorida série da década de 1960, teve sua revitalização pelas mãos de Adams e O'Neil, que tornaram suas histórias mais sombrias e violentas. Outro colaborador constante que o ajudou nessa empreitada foi o arte-finalista Dick Giordano, com o qual viria a formar a Continuity Associates, uma companhia que inicialmente fez storyboards para cinema.
Durante a década de 1970, Adams era politicamente ativo na indústria, e procurava unificar a comunidade criativa. Seus esforços, juntos com os precedentes impostos pelas políticas favoráveis ao criador da Atlas/Seaboard Comics, ajudaram a instalar na indústria contemporânea a prática padrão de retornar a arte original para o artista, que pode aumentar seus ganhos ao vender seus originais para colecionadores. Adams também ajudou os esforços dos criadores do SupermanJerry Siegel e Joe Shuster, em ganharem décadas de créditos acumulados e alguma remuneração financeira da DC.
Na mesma década, Adams ilustrou livros da série Tarzan e também fez alguns trabalhos relacionados à cinema. Com a onda dos quadrinhos independentes do início da década de 1980, ele começou a trabalhar com a Pacific Comics, entre outras editoras, e fundou a sua própria, a Continuity Comics, um tipo de subsidiária da Continuity Associates. Entre os personagens lançados pela sua editora, estão Bucky O'HareGuerreiros EsqueletoCyberRad e Ms. Mystic. Houve conversas entre Adams e Gene Simmons sobre a produção de uma série de quadrinhos da banda Kiss, mas nada foi concretizado.

Advogando a Teoria da Expansão da Terra

Neal Adams é adepto e divulgador de ideias sobre novo modelo de universo e Teoria da Expansão da Terra, elaborada pelo eminente geólogo australiano Samuel Warren Carey. De acordo com essa teoria, tanto a terra como outros corpos celestiais se expandem. Não existiria o supercontinente Pangeia e nem as chamadas zonas de subducção, apregoadas pela teoria da Tectônica de Placas.
Adams estabeleceu um canal no YouTube com vídeos produzidos por ele mesmo, propondo sua visão sobre os modelos de expansão do planeta terra.

Prêmios

Adams ganhou o Alley Awards em 1967 por Melhor Capa (Strange Adventures Nº207); em 1968 por Melhor História ("Track of the Hook" em "The Brave and the Bold" Nº79, com o escritor Bob Haney); e em 1969 por Melhor Desenhista. Ele foi colocado no Hall da Fama do Alley Award em 1969.
Ele também ganhou o Shazam Awards em 1970 por Melhor História Individual ("No Evil Shall Escape My Sight" em "Green Lantern" Nº76, com Dennis O'Neill), e Melhor Desenhista (Dramatic Division); e em 1971 por Melhor História Individual ("Snowbirds Don't Fly" em Green Lantern Nº85, novamente com O'Neil).
Adams foi finalista na votação para entrar no Hall da Fama de Jack Kirby em 1990 e 1991. Conseguiu em 1999.

Neal Adams
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Nascimento12 de junho de 1941 (75 anos)
LocalGovernors Island, ManhattanCidade de Nova York
Nacionalidadeestadunidense
Área(s) de atuaçãoDesenhistaArte-finalistaescritoreditor
Trabalhos de destaqueBatman
Lanterna Verde / Arqueiro Verde
X-Men
Desafiador
PrêmiosAlley Awards
Best Cover (1967)
Best Full-Length Story (1968, with Bob Haney)
Best Pencil Artist (1969)
Shazam Awards
Best Individual Story (1970 and 1971, with Dennis O'Neil)
Best Pencil Artist (Dramatic Division) (1970)

FRANK MILLER - DESENHISTA

Frank Miller (OlneyMaryland27 de janeiro de 1957), é um autor e desenhista de histórias em quadrinhosnorte-americano. Em suas obras, utiliza linguagem sombria com desenhos marcados por alto-contraste que faz lembrar os filmes noir. O trabalho provavelmente mais conhecido de Miller, dentro e fora da indústria de quadrinhos, é "The Dark Knight Returns", um conto sombrio de Batman situado em um futuro próximo. Mostrava Batman como um vigilante violento e de certo modo sem escrúpulos, fugindo do campo cômico da série de TVdos anos 60 estrelada por Adam West no papel do super-herói. Nesse trabalho também redefiniu o perfil psicológico de alguns vilões clássicos: Coringa e Duas-Caras, e acabou para sempre com a amizade cordial com o Super-Homem, mostrando-o como um personagem reacionário e distante. Tem como amigo uma espécie de hippie alucinado (Arqueiro Verde) mas sua principal aliada é uma menina que assume Robin (Jason Todd já havia morrido na história mas não na cronologia normal. No entanto, a trama de Miller também decretou o fim do personagem, morto sem piedade pelo Coringa em Batman: A Death in the Family depois de uma enquete realizada junto aos leitores). Seguiu-se a continuação Batman: The Dark Knight Strikes Again (2001, br: O cavaleiro das trevas 2)

Vida

Miller nasceu em OlneyMaryland, e cresceu em Montpelier (Vermont)Vermont, é o quinto de sete filhos de uma enfermeira e de um carpinteiro/eletricista. Sua família era católica irlandesa.

Carreira

Miller cresceu como um fã de quadrinhos, com uma carta que ele escreveu para a Marvel Comics sendo publicado em Tigresa #3 (abril de 1973). Sua primeira obra publicada foi na Gold Key Comics da Western Publishing, tendo recomendação de artista de quadrinhos Neal Adams, a quem um principiante Miller, depois de se mudar para Nova York, teve amostras apresentadas e recebeu muita crítica e aulas informais ocasionais. Embora não apareçam os créditos, ele está provisoriamente creditado em "Royal Feast", uma história de três páginas dos quadrinhos de The Twilight Zone #84 (junho de 1978) baseados na série de mesmo nome, e também em "Endless Cloud", uma história de cinco páginas na edição seguinte (julho de 1978) da mesma revista. Até o momento da última, Miller tinha seu primeiro crédito confirmado na história de seis páginas "Deliver Me From D-Day" de Wyatt Gwyon, colorida por Danny Bulanadi, em Weird War Tales #64(junho de 1978)[10].
O ex-editor-chefe da Marvel Jim Shooter lembrou de Miller indo para a DC Comics, depois de ter rompido com "um pequeno trabalho de Western Publishing, eu acho. Assim encorajado, ele foi para a DC, e depois de ser atacado por Joe Orlando, entrou para ver o diretor de arte Vinnie Colletta, que reconheceu seu talento e lhe chamou para fazer uma história de uma página em um quadrinho de guerra. O Grand Comics Database não lista este trabalho; pode ter havido uma história de uma página da DC, ou pode ter se referido á história de duas páginas, do escritor Roger McKenzie, "Slowly, painfully, you dig your way from the cold, choking debris...", em Weird War Tales #68 (outubro de 1978). Outro trabalho incipiente na DC incluiu a história de seis páginas "The Greatest Story Never Told", do escritor Paul Kupperberg, e a história de cinco páginas "The Edge of History", escrita por Elliot S! Maggin em Soldado Desconhecido #219 (setembro de 1978). Seu primeiro trabalho para a Marvel Comics foi desenhando a história de 17 páginas "The Master Assassin of Mars, Part 3" em John Carter, Warlord of Mars #18 (novembro de 1978).
Na Marvel, Miller começou como substituto regular e artista de capas, trabalhando em uma variedade de títulos. Um desses trabalhos foi desenhar Peter Parker em The Spectacular Spider-Man #27-28 (fevereiro-março de 1979), nas quais havia participação especial do Demolidor[14]. Na época, as vendas do título Demolidor eram pobres, mas Miller viu o potencial em "um protagonista cego em um meio a um mundo puramente visual", lembrou em 2000[15] . Miller conversou com Jo Duffy (sua mentora, a quem ele chamava de seu "anjo da guarda" na Marvel) e ela passou seu interesse em trabalhar nos títulos regulares do Demolidor para editor-chefe Jim Shooter. Shooter concordou e fez de Miller o novo desenhista do título. Como Miller lembrou em 2008:

Demolidor e início dos Anos 80

Miller na Comic-Con de 1982.
Na Demolidor #158 (maio de 1979), ocorre a estreia de Miller, foi em um final de uma história em curso escrita por Roger McKenzie e colorida por Klaus Janson. Após dessa edição, Miller se tornou uma das estrelas em ascensão da Marvel.
No entanto, as vendas do Demolidor não melhoraram, a administração da Marvel continuaram a discutir o cancelamento, e o próprio Miller quase desistiu da série, pois ele não gostava dos roteiros de McKenzie. A sorte de Miller mudou com a chegada de Denny O'Neil como editor. Percebendo a infelicidade de Miller com a série e impressionado com uma história que ele tinha escrito, O'Neil demitiu McKenzie para que Miller pudesse tentar escrever ele mesmo a série[17]. Miller e O'Neil manteriam uma relação de trabalho amigável em toda a sua estadia na série[18]. Na edição #168 (janeiro de 1981), Miller assumiu as funções de escritor e desenhista. As vendas subiram tão rapidamente que a Marvel, mais uma vez começou a publicar o Demolidor mensalmente em vez de bimestralmente depois de apenas três edições com Miller como escritor.
Na edição #168 ocorreu a primeira aparição completa da ninja mercenária Elektra — que se tornou uma personagem popular e ganharia uma adaptação cinematográfica em 2005 — embora sua primeira aparição era de quatro meses antes, na capa da The Comics Journal #58 desenhada por Miller[19]. Depois ele escreveu e desenhou uma história solo da Elektra na Bizarre Adventures #28 (outubro de 1981). Ele acrescentou um aspecto de artes marciais nas habilidades de luta do Demolidor, e introduziu personagens inéditos que tinham desempenhado um importante papel na juventude do personagem: Stick, líder do clã ninja Chaste, que tinha sido sensei de Murdock após ter ficado cego[20] e um clã rival chamado Hand[21].
Incapaz de lidar com o roteiro e arte de Demolidor no novo calendário mensal, Miller começou confiando cada vez mais em Janson para a arte, mandando-o usar traços mais leves começando com a edição #173[22]. Na edição #185, Miller tinha praticamente abandonado o seu papel como artista do Demolidor, entregando para Jansen apenas rascunhos, o que lhe permitiu concentrar-se no roteiro[22].
O trabalho de Miller em Demolidor foi caracterizado por temas e histórias mais sombrias. O ápice foi na edição #181 (abril de 1982) na qual o Mercenário mata Elektra[23] , e, posteriormente, o Demolidor tenta matá-lo. A última edição de Miller foi a #191 (fevereiro de 1983), a esta altura ele tinha transformado um personagem B em um dos mais populares da Marvel.
Além disso, Miller desenhou uma história curta natalina para Batman, "Wanted: Santa Claus – Dead or Alive", escrita por Dennis O'Neil para a DC Special Series #27 (Primavera de 1980). Esta foi a sua primeira experiência profissional com um personagem que, como o Demolidor, iria se tornar intimamente associado. Na Marvel, O'Neil e Miller colaboraram em duas edições de The Amazing Spider-Man Annual. A Annual de 1980 tinha a participação do Doutor Estranho, enquanto a de 1981 tinha participação do Justiceiro.
Como desenhista e co-escritor, Miller, juntamente com o escritor Chris Claremont, produziu a minissérie Wolverine #1-4 (setembro-dezembro 1982), colorida por Josef Rubinstein e não tendo ligação com as edições de X-Men. Miller usou esta minissérie para expandir o personagem Wolverine. A série foi um sucesso de crítica e cimentou ainda mais o lugar de Miller como uma estrela da indústria de quadrinhos.
Seu primeiro título como criador foi a minissérie de seis edições da DC Comics Ronin (1983-1984). Em 1985, a DC anunciou Miller como um dos homenageados na publicação Fifty Who Made DC Great em homenagem ao 50° aniversário da empresa.
Miller esteve envolvido em alguns projetos não publicados no início de 1980. Uma propaganda apareceu sobre o Doutor Estranho apareceu nas capas de todas as edições da Marvel em fevereiro de 1981, estava escrito: "Se ligue nas novas aventuras do feiticeiro supremo da Terra - misticamente conjurada por Roger Stern e Frank Miller". A única contribuição de Miller para a série seria a capa de Doutor Estranho #46 (Abril de 1981). Outros compromissos o impediram de trabalhar na série[29]. Miller e Steve Gerber fizeram uma proposta para renovar os três maiores personagens da DC:. Superman, Batman e Mulher Maravilha, sob uma linha chamada "Metropolis" e quadrinhos intitulados "Man of Steel" ou "The Man of Steel", "Dark Knight" e "Amazon". No entanto, esta proposta não foi aceita.

O Cavaleiro das Trevas e final dos Anos 80

Batman: The Dark Knight Returns #1 (Fev. 1986). Arte por Miller.
Em 1986, a DC Comics lançou Batman: The Dark Knight Returns, uma minissérie de quatro edições escrita e desenhada por Miller em um formato chamado "formato de prestígio", com lombada quadrada, ao invés de grampeados no formato canoa; em papel resistente, em vez de papel de jornal, e com cartolina, em vez de capas em papel brilhante. Ela foi arte-finalizada por Klaus Janson e colorida por Lynn Varley.
A história conta como Batman se aposentou após a morte do segundo Robin (Jason Todd), e aos 55 anos retorna para combater o crime em um futuro sombrio e violento. Miller criou um resistente e corajoso Batman, referindo-se a ele como "O Cavaleiro das Trevas", com base em gibis dos Anos 70 que o chamavam "Darknight Detective". Embora o apelido de "Cavaleiro das Trevas" para o Batman remonta a 1940[31]. Lançado no mesmo ano que a minissérie Watchmen de Alan MooreDave Gibbons, ele apresentou uma nova forma de contar histórias mais orientadas para adultos com os mesmos personagens que liam quando crianças. The Dark Knight Returns influenciou a indústria de quadrinhos anunciando uma nova onda de personagens e cenário mais obscuros.
Nessa época, Miller tinha retornado como escritor do Demolidor. Depois de sua história independente "Badlands", escrita por John Buscema, na edição de #219 (Junho de 1985), ele co-escreveu a edição #226 (janeiro de 1986), com o início escrito por Dennis O'Neil. Então, com o artista David Mazzucchelli, ele elaborou um arco que, como The Dark Knight Returns, redefiniu e revigorou seu personagem principal. "Daredevil: Born Again", foi publicada nas edições #227-233 (Fevereiro-agosto de 1986). O herói foi narrado com um fundo católico, mostrando a destruição e renascimento de sua identidade da vida real, o advogado de Manhattan Matt Murdock, nas mãos de seu inimigo Wilson Fisk, também conhecido como o Rei do Crime. Depois de completar o arco "Born Again", Frank Miller começou a produzir uma história de duas partes com o artista Walt Simonson, mas nunca foi concluída e permanece inédita[34].
Miller e o artista Bill Sienkiewicz produziaram a graphic novel Demolidor: Amor e Guerra em 1986. Os dois também produziram a minissérie de oito edições Elektra: Assassina para a Epic Comics[35].
Sua maior história desse período foram as edições 404-407 de Batman em 1987, outra colaboração com Mazzucchelli. Intitulada Batman: Ano Um, era a versão de Miller para a origem do Batman onde reconectou vários detalhes e os adaptou para que tudo se encaixasse na continuidade de O Cavaleiro das Trevas. Provando seu sucesso[36], recebeu uma versão encadernada em 1988 com tiragens ainda em andamento e é um dos quadrinhos mais vendidos da DC Comics. Foi adaptada como animação em 2011.
Miller também desenhou as capas das doze primeiras edições da edição norte-americana de Lobo Solitário. Isso ajudou a popularizar os mangás nos Estados Unidos.
Durante essa época, Miller (junto de Marv WolfmanAlan Moore e Howard Chaykin) entrou em disputa com a DC Comics sobre um sistema de classificação de quadrinhos. Não concordando com o que viu como um ato de censura, ele se recusou a trabalhar para a editora, e iria publicar seus próximos projetos pela editora independente Dark Horse Comics. Desde então Miller se tornou um dos maiores apoiadores dos direitos de criação e se tornou uma grande voz contra a censura nos quadrinhos
Frank Miller
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Nascimento27 de janeiro de 1957 (59 anos) OlneyMaryland Estados Unidos
NacionalidadeAmericano
Área(s) de atuação
Escritor
Desenhista
Diretor
Roteirista
Ator
Trabalhos de destaqueBatmanDaredevilElektraWolverineRonin300Sin City

















JACK KIRBY (MARVEL COMICS)


Jacob Kurtzberg, mais conhecido pelo nome artístico Jack Kirby (Nova York28 de agosto de 1917 — Thousand Oaks6 de fevereiro de 1994) foi um renomado desenhistaarte-finalistaroteirista e editor de Histórias em quadrinhos americano de descendência austríaca, figurando entre os mais prolíferos e famosos quadrinistas de todos os tempos.

Biografia

Primeiros anos

Jacob Kurtzberg, que anos mais tarde adotaria o nome de Jack Kirby, nasceu em 28 de agosto de 1917, em um bairro pobre da cidade de Nova York. Seus pais, Rose e Benjamin Kurtzberg eram imigrantes austríacos judeus. A vizinhança em que morava era conhecida por ser bastante violenta, assim Jack desde cedo começou a defender-se dos valentões de seu bairro. Grande amante de cinema desde pequeno, o jovem Jack já gostava de desenhar e buscava por conta própria aprender mais sobre a arte que iria definir sua vida para sempre. Ficou conhecido como “estudante sem professor” (autodidata), pois aprendia tudo o que podia de pessoas mais versáteis na área de desenho do que ele e tornava suas técnicas algo particularmente seu, desenvolvendo sua própria forma de desenho, sendo muito inspirado pelo traço do Flash Gordon de Alex Raymond. Tentou ingressar em algumas escolas de desenho e arte na época, e conseguiu. Porém, devido às dificuldades financeiras de sua família em mantê-lo num instituto acadêmico, Jack desistiu de seu ensino superior para ajudar sua família, contudo, sem desistir de seu sonho de trabalhar no mundo das histórias em quadrinhos; o que lhe aproximou de outro ramo similar: os desenhos animados.

Princípio de carreira

Kirby começou a trabalhar para o Fleischer Studios em 1935, onde fazia as sequências para o desenho "Popeye". Juntou-se ao Lincoln Newspaper Syndicate em 1936, empresa em que trabalhou até sua falência em 1938.
Kirby conheceu Joe Simon enquanto ele fazia trabalho freelance para diversas editoras. Os dois jovens se uniram e começaram a produzir e vender HQs e ilustrações para revistas pulps de Martin Goodman, fundador da Timely Comics (mais tarde Marvel Comics). A dupla criou o herói patriótico "Capitão América" para a Timely em 1941. As perspectivas dinâmicas de Kirby, as técnicas cinematográficas, seu uso de quebrar quadros sequenciais e um exagerado senso de ação fez do título um sucesso imediato, reescrevendo as regras das histórias em quadrinhos.

Capa de Young Romance produzida por Kirby e Simon.
O nome Simon & Kirby tornou-se sinônimo de quadrinhos empolgantes de super-heróis. Depois de dez edições de "Capitain America", eles mudaram-se para a DC Comics, aonde assumiram o personagem "Sandman" na revista "Adventure Comics"; a dupla também produziria "Boy Commandos", "Newsboy Legion" (Legião Jovem) e "Manhunter".
Os quadrinhos de super-heróis decaíram em popularidade depois do fim da Segunda Guerra Mundial e Kirby e seu parceiro passaram a produzir várias histórias em outros gêneros. Eles são creditados pela criação da primeira romance comics, "Young Romance Comics". Além disso produziriam histórias de crimehorrorhumor e faroeste.
A parceria Kirby & Simon terminaria em 1954 com a indústria de quadrinhos estagnada por uma auto-imposta censura (Comics Code Authority) e sua subsquente publicidade negativa. Kirby entretanto continuou escrevendo, reinventando o personagem "Green Arrow" (no Brasil "Arqueiro Verde") na revista "Adventure Comics", além de criar o clássico sobre os aventureiros desafiadores da morte Challengers of The Unknown.

Stan Lee e a Marvel Comics


Os super-heróis da Marvel lançados nos anos 60.
Kirby voltou para a Marvel Comics, desenhando uma série de histórias de terrormonstros e ficção científica. O visual bizarro de suas criaturas alienígenas foi sucesso imediato entre os leitores. A pedido do diretor Martin Goodman e do editor, diretor de arte e escritor Stan Lee, Kirby voltou a trabalhar com quadrinhos de super-heróis em 1961.
Kirby teve participação na criação de praticamente todos os personagens da Marvel nos anos seguintes. Entre eles "Fantastic Four" (Quarteto Fantástico), ThorHulk, "Iron Man" (Homem de Ferro), os X-Men originais, "Silver Surfer" (Surfista Prateado), "The Avengers" (Os Vingadores), Nick Fury, "Doctor Doom" (Doutor Destino), "Ant-Man" (Homem-Formiga), "Scarlet Witch" (Feiticeira Escarlate), "Galactus", "Quicksilver" (Mercúrio (Marvel Comics)), "Magneto", "Inhumans" (Inumanos) e sua cidade perdida de "Attilan", "Black Panther" (Pantera Negra) e a nação africana de "Wakanda".
Kirby era frequentemente co-autor das histórias que desenhava, introduzindo elementos que não eram mencionados nos scripts de Lee; em particular, Kirby é creditado como sendo o criador do "Silver Surfer", que não foi citado no roteiro de Lee da história onde o personagem apareceu pela primeira vez.

Carreira posterior

Depois de uma briga com Lee e Goodman, Kirby voltou para a DC no princípio dos anos 70, produzindo uma série de títulos sob o selo "Jack Kirby's Fourth World". Entre eles estavam "The New Gods" (Os Novos Deuses), "Mister Miracle" (Senhor Milagre) e "Forever People" (O Povo da Eternidade), juntamente com outros títulos como "OMAC", "Kamandi", "The Demon" e uma nova encarnação de "Sandman" (este com seu ex-parceiro Joe Simon pela última vez). Vários personagens desta fase tornaram-se parte do Universo DC, incluindo o demônio "Etrigan" e seu alter-ego humano Jason Blood, o "Mister Miracle" Scott Free e o vilão cósmico "Darkseid".
Mais tarde ele voltou à Marvel, retomando o título "Captain America" e escrevendo e desenhando as histórias. Entre suas outras criações para a editora no período estão "Devil Dinosaur", "The Eternals" e uma quadrinização do filme "2001: Uma Odisséia no Espaço", onde criou o personagem Homem-Máquina.

Em 1978, Jack Kirby deixaria a Marvel e os quadrinhos para trabalhar com cinema e animação, em 1978, fez os storyboards do desenho The New Fantastic Four para a DePatie-Freleng Enterprises, no ano seguinte, ilustrou uma quadrinização em tiras de jornal do filme The Black Hole da Walt Disney Pictures e fez os concepts de um filem baseado no livro Lord of Light de Roger Zelazny, o filme acabou não sendo produzido, contudo, acabou sendo renomeado para "Argo" e usado pela CIA como um falso filme gravado no Irã em um plano de resgate de funcionários da embaixada norte-americana naquele país, os eventos foram narrados no filme Argo de 2012, onde Kirby foi interpretado por Michael Parks. Kirby projetou os designs dos desenhos "Turbo Teen" e "Thundarr the Barbarian", entre outros.

A recém criada Pacific Comics fez então um acordo inédito com Kirby para publicar sua série "Captain Victory"; ele ficaria com os direitos de suas criações ao mesmo tempo em que receberia royalties sobre elas. Isto tornou-se um precedente que ajudou outros artistas de talento a receber tratamento semelhante por seu trabalho com revistas em quadrinhos.

Morte e legado

Em 6 de fevereiro de 1994, Kirby morreu aos 76 anos de insuficiência cardíaca em sua casa em Thousand OaksCalifórnia. Ele foi enterrado no Pierce Irmãos Valley Oaks Memorial Park, Westlake VillageCalifórnia.
Kirby é conhecido popularmente entre os criadores e fãs de histórias em quadrinhos como um dos maiores e mais influentes artistas do gênero. Sua produção entrou para a história enquanto estimativas apontam que ele desenhou mais de 25,000 páginas, assim como tira de jornal e esboços. Ele também pintava, e trabalhou com inúmeras ilustrações para filmes de Hollywood.
O prêmio Kirby Awards foi nomeado em homenagem a Jack Kirby.
O grupo de rock and roll Monster Magnet cita o impacto cultural de Kirby em sua música "Melt", que incluiu os versos, "I was thinking how the world should have cried/On the day Jack Kirby died."
O grupo Interzone, do percussionista de jazz Gregg Bendiam, gravou em 2001 um álbum em tributo a ele chamado Requiem for Jack Kirby.
Jack Kirby
Jacob Kurtzberg
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Nascimento28 de agosto de 1917
Nova YorkNova York
Morte6 de fevereiro de 1994 (76 anos)
Thousand OaksCalifórnia
NacionalidadePovo dos Estados Unidos norte-americano
Área(s) de atuaçãodesenhistaarte-finalistaroteiristaeditor
Pseudônimo(s)Jack Curtiss, Curt Davis, Lance Kirby, Ted Grey, Charles Nicholas, Fred Sande, Teddy
Trabalhos de destaqueDesafiadores do DesconhecidoCapitão AméricaQuarteto FantásticoHomem de FerroThorHulkX-MenOs VingadoresDoutor EstranhoDarkseidPantera NegraFeiticeira EscarlateHomem-FormigaNick FuryMercúrio
PrêmiosAlley Award
Melhor Desenhista (1967), além de muitos prêmios para histórias individuais
Shazam Award
Realização especial por um individual (1971)