terça-feira, 30 de agosto de 2016

O SOMBRA - DC COMICS

O Sombra, misterioso justiceiro 'noir'
“As sementes do mal geram frutos amargos, pois o Sombra nunca falha!” – e com essa frase de efeito, finalizava mais um ‘Radio Drama’ de sucesso. O encadernado “O Sombra – O Fogo da Criação” resgata um personagem que me soa como uma mistura de 'Fantasma da Ópera', Humphrey Bogart e o Justiceiro. Ambientado na década de 30, o cenário parece ter saído de ‘Casa Blanca’, do desenho ‘Johnny Quest clássico’, ’Indiana Jones’ e filmes de espionagem da 2.a Guerra Mundial, tudo misturado.

Esta não é a primeira vez que Lamont Cranston está nas páginas dos quadrinhos, apesar de (quase) desconhecido. Detentor de olhos negros vidrados e de um nariz bem característico, longilíneo e aquilino, o personagem me chamou a atenção justamente por não cobri-lo e usar uma espécie de “echarpe” vermelha carmim tampando apenas sua boca – como se fosse um típico criminoso do velho oeste. De cara pensei: “Hummm! Esse aí é um anti-herói, legal!” – era óbvia a minha dedução nada ‘Sherlock Holmes’.  Comprei a então minissérie editada pela Abril, no antigo clássico 'formatinho', com o selo DC Comics e mais tarde, a Graphic Novel do Sombra, também pela Abril, mas com o selo da Marvel. O Sombra nunca pertenceu à esta ou àquela editora. O que acontecia era que, esporadicamente, ele era licenciado por alguém, para um arco de histórias e depois retornava a sua casa natal – que no momento pertence a Conde Nast e o emprestou novamente para outra editora, a Dynamite Enterteinment.Mythos editora lançou um belíssimo encadernado sobre esse anti-herói noir, com capa de Alex Ross e outros cobras no traço, como o gigante Howard Chaykin e John Cassaday– nas capas alternativas – e conquistou imediatamente um lugar de destaque na minha estante de HQs. O Sombra não é da minha época, assim como Batman também não é. Mas acontece que Bruce Wayne foi atualizado para tempos modernos e enfiado em contextos fora de seus padrões (quando faz parte da Liga da Justiça ou vai combater algum mal no espaço sideral, ao lado de personagens super poderosos como o Lanterna Verde Hal Jordan ou Superman). O Sombra ficou estagnado em seu cenário pré-2.a Guerra Mundial e manteve aquele romantismo característico de um mundo mais “ingênuo”, que flertava com uma grande nuvem negra que estava por vir com o avanço do nazismo.
O magnífico Orson Welles deu vidao ao Sombra no rádio em 1939
O magnífico Orson Welles deu vida ao Sombra no rádio em 1939
Lamont Cranston foi ensinado a “reconhecer o mal no coração dos homens, ao olhar para o seu próprio coração”. Todo drama e suspense típico do cenário noir está lá. Cranston reaparece mais sínico do que nunca e também muito mais sinistro. A personagem que nasceu no universo Pulp e foi criado para os populares dramas de rádio da década de 30 – até o consagrado Orson Welles de ‘Guerra dos Mundos’, lhe emprestou a voz – adquiriu ao longo do tempo a habilidade de hipnose e  também conseguia manipular a mente dos mais fracos, além de possuir a mesma mania que Batman tem de literalmente sumir de cena. A personagem de Cranston fora ‘atualizada’ – mas não o seu cenário, que permanece no mesmo contexto – e ganhou um poder bem sinistro (surpresa esta, que deixo para vocês leitores descobrirem quando lerem a história).
Maniqueísmo e traições, aventuras globais em países perigosos e uma boa colherada de ambiente “noir” - que transcende o escritório daquele ‘experiente detetive’, que está ávido por uma moça rica, vestindo adereços de pele animal, esbanjando sensualidade e sexualidade, que apresenta um suposto desespero por ajuda, mas na verdade é uma víbora vestindo pele de cordeiro - já viram/leram isso em algum lugar? Claro que já – não deixa de ser um clichê conhecido.  Mas o Sombra vai além. Seu retorno expande-se por vários países, flerta com o ocultismo e o sobrenatural, além de nos colocar em um momento riquíssimo da história, agregando ainda mais cultura a esta maravilhosa arte – que é a história em quadrinhos. Você percebe o quanto o roteirista se identifica com o personagem, pois você vê que as idéias dos dois são igualmente sombrias.  A mente de Lamont Crantson – O Sombra – é um terreno fértil para o criativo irlandês Garth Ennis, que é um especialista em criar histórias fantásticas e verossímeis para anti-heróis consagrados: Judge Dredd, John Constantine, Justiceiro, Barracuda, Preacher (o trabalho mais consagrado ao lado dos traços de Steve Dilon), o selo Vertigo entre outros – muito bem aparados nas mãos de Ennis.
A história se passa exatamente no ano de 1938, numa dada noite de carnificina na zona portuária de Nova York. Isso leva nosso misterioso justiceiro a perseguir uma conspiração tão perigosa quanto poderia ser a destruição do próprio mundo. Prenunciando o pior conflito humano que o mundo já viu até o momento, agentes do serviço secreto de inteligência dos Estados Unidos encontram com Lamont Cranston e estão determinados a queimar toda a rede de espionagem internacional que envolvem japoneses, alemães, chineses e assassinos em busca do prêmio máximo, mas que durante todo o roteiro, mantém sua verdadeira natureza um segredo. "Quem sabe o mal que se esconde nos corações humanos? "... “O Sombra sabe!”.
Curiosidade: Quando Bob Kane criou o Batman, este se inspirou nos anti-heróis criados na década de 30 como O Sombra e O Aranha. 'Nada se cria, tudo se copia'. No caso de Bruce Wayne e seu particular universo... se melhora!











Um justiceiro que não se importa de abater suas vítimas de costas - um anti-herói
Um justiceiro que não se importa de abater suas vítimas de costas - um anti-herói
O Sombra já dividiu o título de Batman na época do formatinho da Abril
O Sombra já dividiu o título de Batman - durante o Ano do Morcego, na  década de 80 - formatinho da Abril
Apesar de ter nascido nos programas de rádio,  o Sombra era perfeito para os 'Pulp Fictions' americanos. Resulta: SUcesso imediato na década de 30
Apesar de ter nascido nos programas de rádio, o Sombra era perfeito para os 'Pulp Fictions' americanos. Resultado: Sucesso imediato na década de 30

JG Jones - Desenhista

JG Jones vem de Walker, Louisiana. É um americano artista de quadrinhos, conhecido por seu trabalho em títulos como querido e Crise Final.


Personagens criados por J. G. Jones 
  • Exterminatrix (Oubliette Midas)
  • Marvel Boy VIII (Noh-Varr )
  • Carreira 

    Jones é mais conhecido por seu trabalho como artista de capa sobre vários gibis de série, incluindo um período de Brian K. Vaughan's Y: The Last Man e para a DC Comics, a seis emissão série limitada Villains United escrita por Gail Simone, bem como todas as 52 capas para o maxi-série 52.
    Em 1999, Jones e escritor Devin K. Grayson introduziu o Yelena Belova personagem da Viúva Negra série limitada. No ano seguinte, Jones colaborou com o escritor Grant Morrison na Marvel Boy série limitada. 
    Jones créditos arte interiores incluem Wonder Woman: A Hiketeia escrito por Greg Rucka e Mark Millar's Querido publicado pela Top Cow Productions.
    Jones foi destinado a ser o único artista na Grant Morrison série limitada DC Crise Final. Devido a atrasos, Jones foi assistida por artistas Carlos Pacheco, Marco Rudy, e Doug Mahnke para as questões # 4-6, e substituído por edição # 7 por Mahnke. Jones observou que "Quaisquer problemas para completar a série são minhas. Eu amo a arte de Doug Mahnke, e ele provavelmente teria sido uma escolha melhor para desenhar esta série em primeiro lugar." 
    Desde então, Jones tem sido quase sempre fornecer tampas para a DC Comics, em títulos como Batman e RobinDoc SavageFrankenstein, Agente da SOMBRA e Senhor IncrívelAntes de Watchmen: Comediante, escrito por Brian Azzarello e ilustrada por Jones foi publicado em 2012 -2013. Jones e escritor Mark Waid produzida Strange Fruit para boom! Studios em julho de 2015.

    Prêmios 

    • 2006: Nomeado para "Melhor Capa Artista" Eisner Award, por Codename: Knockout e Transmetropolitan
    • 2006: Nomeado para "Melhor Desenhista / Inker" Eisner Award, por Procurados
    JG Jones
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    Jones em 2013 Wizard World Experience New York em Manhattan
    Nacionalidadeamericano
    Área (s)Penciller , Inker
    trabalhos notáveis
    52 (capas)
    Crise final
    Marvel Boy
    Procurado
    Prêmios2006 Capa Artista do Ano (Assistente )